“A visão desenvolve-se conforme vamos crescendo.”

Em algumas crianças durante a infância, a visão de um dos olhos pode não se desenvolver bem, o que é chamado de ambliopia, ou popularmente conhecido como “olho preguiçoso”. De acordo com vários estudos publicados em revistas científicas, cerca de 2% da população é afetada por este problema. Segundo alguns estudos, o problema “não está especificamente no olho, mas na região cerebral que corresponde à visão e que não foi devidamente estimulada no momento certo”.

O acompanhamento pelo pediatra torna-se imprescindível desde nascença. Além disto é importante que os pais estimulem a visão dos bebés com objetos coloridos, uma vez que é bastante diminuída quando nascem.

As consultas de optometria /oftalmologista devem ser realizadas a partir dos 3 anos e anualmente até ao fim da idade escolar. Se a ambliopia for descoberta após os 10 anos os resultados podem não ser totalmente satisfatórios.

Quando detetada uma ambliopia deve ser determinado qual o tratamento aplicar, dependendo da causa da mesma. As causas mais comuns são: os erros refrativos, estrabismos, cataratas congénitas entre outras.

O método de tratamento mais comum, é a utilização de um oclusor no olho de melhor visão, assim, a criança vai ser forçada a usar o olho amblíope ”mais fraco”, que será estimulado com o tempo. Apesar de tudo, é importante estimular o olho “fraco” mas nunca piorar a visão do olho “bom”.

No entanto se a ambliopia for causada por uma catarata congênita, o tratamento começa com a cirurgia sendo por norma a resolução do problema.

Muitas vezes o tratamento não é realizado de forma correta, porque as crianças sentem vergonha e são rejeitadas pela sociedade. Os pais têm um papel fundamental neste sentido e devem incentivá-los a não desistir.

O papel dos optometristas e oftalmologistas é crucial no tratamento da ambliopia.

Olga Silva- Optometrista

Licenciatura e mestrado pela UBI

Optometrista Seia, Gouveia e Oliveira do Hospital